Quisera
Quisera eu
Que a vida fosse uma eterna brincadeira
Quisera
Que nunca mais a morte fosse derradeira
Mas ai!, quem dera
A Lua branca some ao dia de meus olhos
E o que era noite, foi embora e minha vida
Passou de brisa, e a ventania me arrastou
À sua sorte
Já era
A fantasia não passou de uma quimera
Já era
Chorei calado e solitário à sua espera
Então: à Vera!
De tanto amar por dentro, abri meu peito em brasa
Mas minha flor, não se abriu
De medo e dor fugiu
E percebi que minha sina assim se deu
Voltei a mim
À minha mesa ainda hoje há um assento
Que mora ao lado, anunciando meu lamento
À tua procura, pra sentar ao lado meu
Quisera eu...

Escrito por Tiago Ciccone às 19h27
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