De um jeito
Que eu não explico direito
Mas que em mim um efeito
De dor e prazer se faz
Dói o amor
Que não tenho quando quero
Não posso quando desejo
E as esquinas levam de mim
Cala a dor
Se fala demais de coisa pouca
Fere com a palavra rouca
O afeto que, cego, não se deixa ver
Mas é bom amar como o Sol
Que a pele faz arder
E deixa o semblante mais belo
E faz os olhos me fitarem assim
Escuto o bater do peito
Que chora quieto por carinho
E não quer mais ficar sozinho
Mas ter outro para se recostar e dormir
Sorri comigo
Das coisas simples do que se foi
Das memórias que teremos
E do medo de se abrir
Por isso sem sofrer demais
E amando calmamente como
Os mais lindos casais
Que te digo sem rodeio
Que te amo

De um jeito
Ou de outro.
Escrito por Tiago Ciccone às 14h36
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