AO VENTO

De caprichos femininos
Assim feito é seu andar
Sombras nuas se despedem
Desfilando ao luar
Cana doce, fruta nova
Me deleito a sonhar
Com seu sumo, com seu gosto
Que desejo desfrutar
De fazer, nunca se cansa
Em seu rumo, solto ao vento
Rastro de olhar atento
E meu corpo a te buscar
Acompanho eu sedento
Passos, curvas, seu olhar
Tenho a ti, em pensamento
E no peito só, penar.
Escrito por Tiago Ciccone às 11h44
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Uma noite
O sino quando bate
Espanta os pombos
E chama as crianças para o jardim.
As luzes que acendem
No alto dos postes
Dizem aos olhos que
O dia se acabou por hoje.
Um riso solto ao vento
É testemunha de que a
Felicidade reina entre
Os bons e puros.
Um assobio, por
Mais comum, é a certeza
De que a harmonia
Está presente na boca
De quem o faz.
Os ouvidos que recebem
o convite para se unirem
são a prova de que
não morreremos sós,
E a chuva quando cai
Manda os convidados embora Para limpar a rua.
Escrito por Tiago Ciccone às 09h43
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Ilusão
São os anéis de Saturno
os traidores da minha
ilusão-de-ótica.
A cada cratera me
enterro, pois Marte me agrada.
Afoguei minhas mágoas
no gás mortal que compõe
a estrela que não deu certo.
Em Mercúrio me transformo
ao chegar perto da força
do meu próprio ego.
Escrito por Tiago Ciccone às 09h38
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Entre meu cérebro fervente
e o frio das mãos
me encontro diluído
nas lágrimas que caem
por saber que viajei
em um sonho e
acordei em casa
banhado em minhas
próprias lágrimas.
Que fossem as suas.
Chorei por você
a noite inteira.
Escrito por Tiago Ciccone às 09h38
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