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Canadá, Ontario, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English



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The Game


I will never be tired to play


The game to make you stay;


Doesn't matter what I could say,


What I feel will be never away.



 



Escrito por Tiago Ciccone às 04h58
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Cantam crianças como

os pássaros.

Matam os homens

como lobos.

Escrito por Tiago Ciccone às 23h18
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Antes de Tudo

Antes de tudo, a ilusão...

Nossos corpos famintos, para alimentar uma alma ainda mais...

A paixão, que é vaidosa e egoísta, reinou... 

O furacão de desejo, vontade e desespero nos tomou,

Mudou nossas rotas 

E depois nos abandonou, em busca de novas aventuras.

 

Ao fim da tempestade, encalhou o barco de ilusões,

Sem mar, sem condutor, sem direção. 

Enfim, nos vimos humanos...



Escrito por Tiago Ciccone às 14h58
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Choramos o fim de nossas ilusões, 

Começamos a compreender que,

Ao vermos nossas rachaduras, 

De dentro de nossos corações apertados e sofridos

Descobrimos que a Luz que emanou era a que 

Procurávamos fora de nós...

 

A Luz da nossa imperfeição, o brilho das nossas

Lágrimas,

Iluminaram nossos caminhos e

Nos fizeram reconhecer um ao outro.

 

E depois da paixão que cega e ofusca,

Apaga e machuca,

Iluminou-se a Face do Amor.

 




Escrito por Tiago Ciccone às 14h58
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Ainda

Fraco,

Suado,

Mesquinho e insatisfeito com a rigidez do tempo...

Traduzido em poucas letras,

Nota ruim em prova fácil...


Ainda que tão pouco de mim me pertença,

E ainda assim

Ainda sou...


O Sol que imagino

Ainda ao olho escapa

E ainda imito a vida

Que acorda com o dia.



Escrito por Tiago Ciccone às 21h30
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AO VENTO

 

De caprichos femininos

Assim feito é seu andar

Sombras nuas se despedem

Desfilando ao luar

 

Cana doce, fruta nova

Me deleito a sonhar

Com seu sumo, com seu gosto

Que desejo desfrutar

 

De fazer, nunca se cansa

Em seu rumo, solto ao vento

Rastro de olhar atento

E meu corpo a te buscar

 

Acompanho eu sedento

Passos, curvas, seu olhar

Tenho a ti, em pensamento

E no peito só, penar.



Escrito por Tiago Ciccone às 11h44
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Uma noite

O sino quando bate

Espanta os pombos

E chama as crianças para o jardim.

 

As luzes que acendem

No alto dos postes

Dizem aos olhos que

O dia se acabou por hoje.

 

Um riso solto ao vento

É testemunha de que a

Felicidade reina entre

Os bons e puros.

 

Um assobio, por

Mais comum, é a certeza

De que a harmonia

Está presente na boca

De quem o faz.

 

Os ouvidos que recebem

o convite para se unirem

são a prova de que

não morreremos sós,

 

E a chuva quando cai

Manda os convidados embora

Para limpar a rua.

Escrito por Tiago Ciccone às 09h43
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Ilusão

São os anéis de Saturno

os traidores da minha

ilusão-de-ótica.

 

A cada cratera me

enterro, pois Marte me agrada.

 Afoguei minhas mágoas

no gás mortal que compõe

a estrela que não deu certo.

 

Em Mercúrio me transformo

ao chegar perto da força

do meu próprio ego.



Escrito por Tiago Ciccone às 09h38
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Entre meu cérebro fervente

e o frio das mãos

me encontro diluído

nas lágrimas que caem

por saber que viajei

em um sonho e

acordei em casa

banhado em minhas

próprias lágrimas.

 

Que fossem as suas.

 Chorei por você

a noite inteira.



Escrito por Tiago Ciccone às 09h38
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Vento

... os elogios são só vento

 

    perto da tempestade do sentimento.



Escrito por Tiago Ciccone às 12h38
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De um jeito

Que eu não explico direito

Mas que em mim um efeito

De dor e prazer se faz

 

Dói o amor

Que não tenho quando quero

Não posso quando desejo

E as esquinas levam de mim

 

Cala a dor

Se fala demais de coisa pouca

Fere com a palavra rouca

O afeto que, cego, não se deixa ver

 

Mas é bom amar como o Sol

Que a pele faz arder

E deixa o semblante mais belo

E faz os olhos me fitarem assim

 

Escuto o bater do peito

Que chora quieto por carinho

E não quer mais ficar sozinho

Mas ter outro para se recostar e dormir

 

Sorri comigo

Das coisas simples do que se foi

Das memórias que teremos

E do medo de se abrir

 

Por isso sem sofrer demais

E amando calmamente como

Os mais lindos casais

Que te digo sem rodeio

 

Que te amo

 

De um jeito

 

Ou de outro.



Escrito por Tiago Ciccone às 14h36
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Quisera

Quisera eu

Que a vida fosse uma eterna brincadeira

 

Quisera

Que nunca mais a morte fosse derradeira

 

Mas ai!, quem dera

A Lua branca some ao dia de meus olhos

E o que era noite, foi embora e minha vida

Passou de brisa, e a ventania me arrastou

À sua sorte

 

 

 

Já era

A fantasia não passou de uma quimera

 

Já era

Chorei calado e solitário à sua espera

 

Então: à Vera!

De tanto amar por dentro, abri meu peito em brasa

Mas minha flor, não se abriu

De medo e dor fugiu

E percebi que minha sina assim se deu

 

Voltei a mim

À minha mesa ainda hoje há um assento

Que mora ao lado, anunciando meu lamento

À tua procura, pra sentar ao lado meu

 

Quisera eu...



Escrito por Tiago Ciccone às 19h27
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Vitória Régia

Minha Estrela das Águas,

Doce flor misteriosa que desabrocha ao luar

Tens a Lua de Rainha e protetora

E teu leito, teu corpo feito pra sonhar.

 

És a lenda da triste cabocla

És das damas, a mais sonhadora e formosa

Tens brancas pétalas, donas da noite

E a face singela, tímida e luminosa.

 

Em tua alma valente, com os olhos busca o luar

És a Vitória, que ao longe se ouve a cantar

E no espelho dos rios, teu reflexo abraça sedenta

Para o firmamento, por presente, alcançar.

 

Como a Dama dos nobres, me encanta

Como a mulher da terra, me enche de luz e amor

Estrela da Lua, brilha esses olhos teus

E, Vitória-Régia, seja sempre a minha bela flor.

 



Escrito por Tiago Ciccone às 01h56
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Composição

Qual maior surpresa nos aguarda, que nos

presentearmos com uma nova face ao amanhecer!

 

Já fui sonho e hoje sou concreto

 Já fui só um plano e hoje sou projeto

 

De ser autoritário passei a ser ambição

 

Pois com a massa e o concreto construo

o amor com mãos trêmulas

 

O amor imperfeito que cresceu e hoje toma

corpo em nosso unir de corpos e almas

 

Tu és flor do capim

É pureza que nasce do instinto

 

Teu sexo inspira-me o desejo

 

Nosso encontro acorda o [e]terno vulcão

Sou a lebre que almeja o firmamento

e te espia de longe quando volta ao chão

 

Cálice de culpa tomei, e hoje não temo

Cada gota que derramei, paguei com meu perdão



Escrito por Tiago Ciccone às 20h50
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Dou-me novo, isento e sedento

pois no teu abraço resulta a paixão

 

Como pobre, tenho alma rica de querer

Mas posso hoje caminhar ao sabor do vento

 

Teu suor passa e vejo tua luz

inquieta, e assim mesmo querendo mais

 

Cada lábio teu desperta-me um suspiro

E quando vi... ah!... perdi o fôlego...

 

Dou-te esse meu amor imperfeito pois ainda vivo

 Grito “abre-te Sésamo” ao teu peito

 Já que gritaste tu ao meu e eu me abri.



Escrito por Tiago Ciccone às 20h49
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