The Game
I will never be tired to play
The game to make you stay;
Doesn't matter what I could say,
What I feel will be never away.

Escrito por Tiago Ciccone às 04h58
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Cantam crianças como
os pássaros.
Matam os homens
como lobos.
Escrito por Tiago Ciccone às 23h18
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Antes de Tudo
Antes de tudo, a ilusão...
Nossos corpos famintos, para alimentar uma alma ainda mais...
A paixão, que é vaidosa e egoísta, reinou...
O furacão de desejo, vontade e desespero nos tomou,
Mudou nossas rotas
E depois nos abandonou, em busca de novas aventuras.
Ao fim da tempestade, encalhou o barco de ilusões,
Sem mar, sem condutor, sem direção.
Enfim, nos vimos humanos...
Escrito por Tiago Ciccone às 14h58
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Choramos o fim de nossas ilusões, Começamos a compreender que,
Ao vermos nossas rachaduras, De dentro de nossos corações apertados e sofridos
Descobrimos que a Luz que emanou era a que Procurávamos fora de nós... A Luz da nossa imperfeição, o brilho das nossas
Lágrimas,
Iluminaram nossos caminhos e
Nos fizeram reconhecer um ao outro. E depois da paixão que cega e ofusca,
Apaga e machuca,
Iluminou-se a Face do Amor. 
Escrito por Tiago Ciccone às 14h58
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Ainda
Fraco,
Suado,
Mesquinho e insatisfeito com a rigidez do tempo...
Traduzido em poucas letras,
Nota ruim em prova fácil...
Ainda que tão pouco de mim me pertença,
E ainda assim
Ainda sou...
O Sol que imagino
Ainda ao olho escapa
E ainda imito a vida
Que acorda com o dia.

Escrito por Tiago Ciccone às 21h30
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AO VENTO

De caprichos femininos
Assim feito é seu andar
Sombras nuas se despedem
Desfilando ao luar
Cana doce, fruta nova
Me deleito a sonhar
Com seu sumo, com seu gosto
Que desejo desfrutar
De fazer, nunca se cansa
Em seu rumo, solto ao vento
Rastro de olhar atento
E meu corpo a te buscar
Acompanho eu sedento
Passos, curvas, seu olhar
Tenho a ti, em pensamento
E no peito só, penar.
Escrito por Tiago Ciccone às 11h44
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Uma noite
O sino quando bate
Espanta os pombos
E chama as crianças para o jardim.
As luzes que acendem
No alto dos postes
Dizem aos olhos que
O dia se acabou por hoje.
Um riso solto ao vento
É testemunha de que a
Felicidade reina entre
Os bons e puros.
Um assobio, por
Mais comum, é a certeza
De que a harmonia
Está presente na boca
De quem o faz.
Os ouvidos que recebem
o convite para se unirem
são a prova de que
não morreremos sós,
E a chuva quando cai
Manda os convidados embora Para limpar a rua.
Escrito por Tiago Ciccone às 09h43
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Ilusão
São os anéis de Saturno
os traidores da minha
ilusão-de-ótica.
A cada cratera me
enterro, pois Marte me agrada.
Afoguei minhas mágoas
no gás mortal que compõe
a estrela que não deu certo.
Em Mercúrio me transformo
ao chegar perto da força
do meu próprio ego.
Escrito por Tiago Ciccone às 09h38
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Entre meu cérebro fervente
e o frio das mãos
me encontro diluído
nas lágrimas que caem
por saber que viajei
em um sonho e
acordei em casa
banhado em minhas
próprias lágrimas.
Que fossem as suas.
Chorei por você
a noite inteira.
Escrito por Tiago Ciccone às 09h38
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Vento
... os elogios são só vento
perto da tempestade do sentimento.

Escrito por Tiago Ciccone às 12h38
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De um jeito
Que eu não explico direito
Mas que em mim um efeito
De dor e prazer se faz
Dói o amor
Que não tenho quando quero
Não posso quando desejo
E as esquinas levam de mim
Cala a dor
Se fala demais de coisa pouca
Fere com a palavra rouca
O afeto que, cego, não se deixa ver
Mas é bom amar como o Sol
Que a pele faz arder
E deixa o semblante mais belo
E faz os olhos me fitarem assim
Escuto o bater do peito
Que chora quieto por carinho
E não quer mais ficar sozinho
Mas ter outro para se recostar e dormir
Sorri comigo
Das coisas simples do que se foi
Das memórias que teremos
E do medo de se abrir
Por isso sem sofrer demais
E amando calmamente como
Os mais lindos casais
Que te digo sem rodeio
Que te amo

De um jeito
Ou de outro.
Escrito por Tiago Ciccone às 14h36
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Quisera
Quisera eu
Que a vida fosse uma eterna brincadeira
Quisera
Que nunca mais a morte fosse derradeira
Mas ai!, quem dera
A Lua branca some ao dia de meus olhos
E o que era noite, foi embora e minha vida
Passou de brisa, e a ventania me arrastou
À sua sorte
Já era
A fantasia não passou de uma quimera
Já era
Chorei calado e solitário à sua espera
Então: à Vera!
De tanto amar por dentro, abri meu peito em brasa
Mas minha flor, não se abriu
De medo e dor fugiu
E percebi que minha sina assim se deu
Voltei a mim
À minha mesa ainda hoje há um assento
Que mora ao lado, anunciando meu lamento
À tua procura, pra sentar ao lado meu
Quisera eu...

Escrito por Tiago Ciccone às 19h27
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Vitória Régia
Minha Estrela das Águas,
Doce flor misteriosa que desabrocha ao luar
Tens a Lua de Rainha e protetora
E teu leito, teu corpo feito pra sonhar.
És a lenda da triste cabocla
És das damas, a mais sonhadora e formosa
Tens brancas pétalas, donas da noite
E a face singela, tímida e luminosa.
Em tua alma valente, com os olhos busca o luar
És a Vitória, que ao longe se ouve a cantar
E no espelho dos rios, teu reflexo abraça sedenta
Para o firmamento, por presente, alcançar.
Como a Dama dos nobres, me encanta
Como a mulher da terra, me enche de luz e amor
Estrela da Lua, brilha esses olhos teus
E, Vitória-Régia, seja sempre a minha bela flor.

Escrito por Tiago Ciccone às 01h56
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Composição

Qual maior surpresa nos aguarda, que nos
presentearmos com uma nova face ao amanhecer!
Já fui sonho e hoje sou concreto
Já fui só um plano e hoje sou projeto
De ser autoritário passei a ser ambição
Pois com a massa e o concreto construo
o amor com mãos trêmulas
O amor imperfeito que cresceu e hoje toma
corpo em nosso unir de corpos e almas
Tu és flor do capim
É pureza que nasce do instinto
Teu sexo inspira-me o desejo
Nosso encontro acorda o [e]terno vulcão
Sou a lebre que almeja o firmamento
e te espia de longe quando volta ao chão
Cálice de culpa tomei, e hoje não temo
Cada gota que derramei, paguei com meu perdão
Escrito por Tiago Ciccone às 20h50
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Dou-me novo, isento e sedento
pois no teu abraço resulta a paixão
Como pobre, tenho alma rica de querer
Mas posso hoje caminhar ao sabor do vento
Teu suor passa e vejo tua luz
inquieta, e assim mesmo querendo mais
Cada lábio teu desperta-me um suspiro
E quando vi... ah!... perdi o fôlego...
Dou-te esse meu amor imperfeito pois ainda vivo
Grito “abre-te Sésamo” ao teu peito
Já que gritaste tu ao meu e eu me abri.
Escrito por Tiago Ciccone às 20h49
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